Deus,
me leve pra bem longe,
pra distante de toda forma de dor.
Permita que eu evapore
que minha partida seja indolor
que vá suavemente embora numa brisa calma
suavemente esquecido por tudo.
Que eu flutue pelos céus
-suave e leve-
e me desfaça.
Deus,
permita que eu me condense em nuvens
-consciência inexistente.
Sem medo,
Sem dor,
Sem raiva,
Sem nada.
É o pedido do meu conturbado coração
E que eu seja esquecido
Pelo tudo que me agora circula.
Presente ainda estarei, alimentando as árvores
como chuva.
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