quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Repouso.

Então tudo se solidifica novamente,
O oceano floresce,
Me mantendo vivo...

Um descanso entre guerras,
Um segundo de paz...
Você enfim retornou.

Abraço,
Beijo...
Amor.

Mas o que realmente é tudo isso?
O que é o amor? Sim...
Um desespero, uma saudade, um refúgio...

Refúgio, sempre isto!
Refúgio, entre tanto sangue e tanta dor...
Refúgio: A morfina solidária.

Leituras silenciosas e conversas inatas:
Um vaso de flores caído sobre uma mesa, há meio século...
Rosas sorridentes, melancólicas.

O amor que te tenho, no entanto, corre pelas florestas em forma de raposa...
Entre as árvores repousa sem pensar muito,
E se tranquiliza com os calafrios da madrugada.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Veneno.


Veneno quente,
Garganta abaixo;
Estômago frio,
Andar torto,
Dedos sujos;
De volta à sua alma:
Pensamentos semeados,
Não regados.
Atalhos perigosos:
Sentado numa cadeira alta, de onde você vê o mundo.

Veneno quente,
Garganta seca.
Estômago quente,
Descanso bárbaro,
Toalhas sujas,
Odor desconcertante.
Quatro minutos de silêncio eterno,
Tentando regar pensamentos,
Buscar um caminho:
Caminha até o riacho e se vê refletido nele.

Veneno terminado,
Garganta vermelha...
Estômago agitado,
Caído no chão...
Dedos sujos de terra,
De volta ao pó.
Pensamentos alheios,
Aliviados...
Decisão tomada.
Deitado na terra, se arrasta até o riacho e morre lá mesmo.

sábado, 26 de janeiro de 2013

You know i feel you in my iron lung.


Coração tolo, que frequenta lugares onde não é desejado...
"Like a bird on the wire, like a drunk in a midnight choir...", 
Tento passar pelo grande oceano acima de mim, 
Tenho pouco ar e pouquíssima força,
Tenho pouca esperança.


Sonhos e brinquedos quebrados...

Devo nadar por 4,3 quilômetros até chegar à superfície;
Devo nadar pra alguma direção depois disso;
Devo sair da água, tirar meus sapatos preocupados, e caminhar por algumas milhas...
Devo encontrar minha velha casa de madeira, com algumas teias de aranha...
Devo encontrar você deitada na velha cama onde eu costumava estar;
Devo encontrar café quente e um cobertor; 
Devo me deitar ao seu lado e te abraçar,
Devo, então, olhar pela janela com meus olhos cansados...
Então verei uma paz existente dentro e fora de mim.


O estado catártico pelo qual a humanidade toda há de passar:

"Para ser feliz, até certo ponto, devemos ter sofrido na mesma proporção";


Então sentirei o bem, e você não terá que ir embora nunca,

Estaremos em contato com toda a natureza edênica que as montanhas e rios apresentam...
Ouviremos os sons etéreos e perfeitamente sincronizados em um ritmo desconhecido,
Caminharemos por campos imensos, por plantações de morango, por cenários extremamente bucólicos;
Nos inclinaremos, resgatando sonhos esquecidos por soldados mortos no passado.
Estaremos numa harmonia tão perfeitamente tangível que nem mesmo o tempo há de nos preocupar.
A morte seria apenas um sonho distante...


Mas nada disso é certo, não é?

Nada disso realmente está acontecendo...
Continuo aqui no fundo do oceano, escutando o nada...
Sem o perfume da sua flor de lótus.
Sem seu sombrio sorriso de Velouria;
Sem suas rosas cortadas e sem sua desatenção característica...
Sem sua pele extrema e seu humor simpático.


Ainda assim eu te daria todo o oxigênio que tenho em meus pulmões.

Loner.


Você machucou minha alma,
Não entendo o porquê.
Ando milhas e milhas diariamente,
Quebro muros tentando chegar até você,
E então você solta a minha mão
E então eu caio do precipício.

Me sento agora no fundo do oceano,
Um lugar familiar.
Algumas pessoas podem ser tão egoístas...
Não enxergam e não querem enxergar a luz.
É como se a vida fosse uma espera.

Me sinto entorpecido,
Se você se sente mal, eu me sinto pior.
Se você quer morrer, eu quero morrer e ir pro inferno.
Algumas feridas nunca cicatrizam completamente.
É engraçado, mas é verdade.
É verdade, mas não é engraçado...

O coração se desespera cada vez mais.
Não se é possível esquecer certas coisas, 
O coração é ingênuo, confia nas pessoas.
São dias negros e melancólicos, estes pelos quais devo passar.

Tenho sonhos longos, em que você não tem medo do meu suicídio,
E consequentemente me diz toda a verdade.
É sincera e me diz que não me ama,
Diz que casas de madeira pegam fogo, e que a Islândia é inalcançável.
Quebra os sonhos profundos, sonhos que te contei, sonhos medrosos...
Diz que eu tentei, pede desculpas.
Diz que não tem mais dúvidas, que sabe que me quer distante.
Estamos na sua casa.
Eu digo que preciso ir ao banheiro...
Você entende e me deixa ir.
Lá eu fico por um longo tempo, parado.
Como se abstrai algo assim?
É como um golpe bem atrás da cabeça, que não te desmaia, mas te deixa zonzo...
Trêmulo agora, busco num céu azul uma nuvem pra me sentar;
Aqui tudo é bom, eu não preciso de amigos que eu nunca tive...
Não preciso de ninguém que nunca esteve lá quando precisei...
Só preciso estar aqui, sentado nessa nuvem, com meus pés descalços.

Infelizmente a nuvem desaparece e eu caio no banheiro novamente;
Abro a porta e dou um jeito de correr pra fora deste lugar, 
Sei que vão tentar me segurar, e por isso sou cuidadoso.
Consigo sair, não olho pra trás.
Vou dormir por sete dias, e continuar caótico.
Vou procurar nunca destruir alguém frágil.

Tento mudar minhas maneiras,
Trejeitos bestas que não ajudam, vícios de linguagem...
Descrente em quase tudo, eu me certifico da inexistência de alguém que se preocupe com tudo isso.

Nunca houve alguém do meu lado. Então como posso eu estar do lado de alguém?
Mesmo com tanta tempestade, como posso eu estar do lado de alguém?
Algum dia serei vapor, e toda a minha dor também.



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Daniel Johnston é meu melhor amigo.

Olá estranhos, resolvi escrever pra vocês. Como vão? A negligência e o desespero ressentido continuam com vocês? Daniel Johnston é meu melhor amigo.