domingo, 27 de janeiro de 2013

Veneno.


Veneno quente,
Garganta abaixo;
Estômago frio,
Andar torto,
Dedos sujos;
De volta à sua alma:
Pensamentos semeados,
Não regados.
Atalhos perigosos:
Sentado numa cadeira alta, de onde você vê o mundo.

Veneno quente,
Garganta seca.
Estômago quente,
Descanso bárbaro,
Toalhas sujas,
Odor desconcertante.
Quatro minutos de silêncio eterno,
Tentando regar pensamentos,
Buscar um caminho:
Caminha até o riacho e se vê refletido nele.

Veneno terminado,
Garganta vermelha...
Estômago agitado,
Caído no chão...
Dedos sujos de terra,
De volta ao pó.
Pensamentos alheios,
Aliviados...
Decisão tomada.
Deitado na terra, se arrasta até o riacho e morre lá mesmo.

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