sábado, 26 de janeiro de 2013

Loner.


Você machucou minha alma,
Não entendo o porquê.
Ando milhas e milhas diariamente,
Quebro muros tentando chegar até você,
E então você solta a minha mão
E então eu caio do precipício.

Me sento agora no fundo do oceano,
Um lugar familiar.
Algumas pessoas podem ser tão egoístas...
Não enxergam e não querem enxergar a luz.
É como se a vida fosse uma espera.

Me sinto entorpecido,
Se você se sente mal, eu me sinto pior.
Se você quer morrer, eu quero morrer e ir pro inferno.
Algumas feridas nunca cicatrizam completamente.
É engraçado, mas é verdade.
É verdade, mas não é engraçado...

O coração se desespera cada vez mais.
Não se é possível esquecer certas coisas, 
O coração é ingênuo, confia nas pessoas.
São dias negros e melancólicos, estes pelos quais devo passar.

Tenho sonhos longos, em que você não tem medo do meu suicídio,
E consequentemente me diz toda a verdade.
É sincera e me diz que não me ama,
Diz que casas de madeira pegam fogo, e que a Islândia é inalcançável.
Quebra os sonhos profundos, sonhos que te contei, sonhos medrosos...
Diz que eu tentei, pede desculpas.
Diz que não tem mais dúvidas, que sabe que me quer distante.
Estamos na sua casa.
Eu digo que preciso ir ao banheiro...
Você entende e me deixa ir.
Lá eu fico por um longo tempo, parado.
Como se abstrai algo assim?
É como um golpe bem atrás da cabeça, que não te desmaia, mas te deixa zonzo...
Trêmulo agora, busco num céu azul uma nuvem pra me sentar;
Aqui tudo é bom, eu não preciso de amigos que eu nunca tive...
Não preciso de ninguém que nunca esteve lá quando precisei...
Só preciso estar aqui, sentado nessa nuvem, com meus pés descalços.

Infelizmente a nuvem desaparece e eu caio no banheiro novamente;
Abro a porta e dou um jeito de correr pra fora deste lugar, 
Sei que vão tentar me segurar, e por isso sou cuidadoso.
Consigo sair, não olho pra trás.
Vou dormir por sete dias, e continuar caótico.
Vou procurar nunca destruir alguém frágil.

Tento mudar minhas maneiras,
Trejeitos bestas que não ajudam, vícios de linguagem...
Descrente em quase tudo, eu me certifico da inexistência de alguém que se preocupe com tudo isso.

Nunca houve alguém do meu lado. Então como posso eu estar do lado de alguém?
Mesmo com tanta tempestade, como posso eu estar do lado de alguém?
Algum dia serei vapor, e toda a minha dor também.



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