sábado, 26 de janeiro de 2013

You know i feel you in my iron lung.


Coração tolo, que frequenta lugares onde não é desejado...
"Like a bird on the wire, like a drunk in a midnight choir...", 
Tento passar pelo grande oceano acima de mim, 
Tenho pouco ar e pouquíssima força,
Tenho pouca esperança.


Sonhos e brinquedos quebrados...

Devo nadar por 4,3 quilômetros até chegar à superfície;
Devo nadar pra alguma direção depois disso;
Devo sair da água, tirar meus sapatos preocupados, e caminhar por algumas milhas...
Devo encontrar minha velha casa de madeira, com algumas teias de aranha...
Devo encontrar você deitada na velha cama onde eu costumava estar;
Devo encontrar café quente e um cobertor; 
Devo me deitar ao seu lado e te abraçar,
Devo, então, olhar pela janela com meus olhos cansados...
Então verei uma paz existente dentro e fora de mim.


O estado catártico pelo qual a humanidade toda há de passar:

"Para ser feliz, até certo ponto, devemos ter sofrido na mesma proporção";


Então sentirei o bem, e você não terá que ir embora nunca,

Estaremos em contato com toda a natureza edênica que as montanhas e rios apresentam...
Ouviremos os sons etéreos e perfeitamente sincronizados em um ritmo desconhecido,
Caminharemos por campos imensos, por plantações de morango, por cenários extremamente bucólicos;
Nos inclinaremos, resgatando sonhos esquecidos por soldados mortos no passado.
Estaremos numa harmonia tão perfeitamente tangível que nem mesmo o tempo há de nos preocupar.
A morte seria apenas um sonho distante...


Mas nada disso é certo, não é?

Nada disso realmente está acontecendo...
Continuo aqui no fundo do oceano, escutando o nada...
Sem o perfume da sua flor de lótus.
Sem seu sombrio sorriso de Velouria;
Sem suas rosas cortadas e sem sua desatenção característica...
Sem sua pele extrema e seu humor simpático.


Ainda assim eu te daria todo o oxigênio que tenho em meus pulmões.

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